A jornalista da Zona da Mata Mineira, Amanda Silveira, assina o capítulo de abertura do livro “Eu Acredito no Brincar”, obra lançada pela Editora Supimpa, organizada por Tiago Aquino (Paçoca), Rejane Minuzzi e Luiz Veneziane, que reúne diferentes autores em torno de um tema essencial e, ao mesmo tempo, urgente: o brincar como linguagem fundamental da infância.
Abrindo a coletânea, Amanda conduz o leitor por uma reflexão íntima e profundamente atual sobre os desafios de conciliar maternidade, trabalho e realização profissional sem perder de vista aquilo que acontece silenciosamente todos os dias: o crescimento dos filhos.
Em seu texto, a jornalista compartilha sentimentos que atravessam a experiência de muitas mulheres: a rotina entre compromissos, o empreendedorismo, os projetos que exigem presença e a cobrança constante por não conseguir estar em todos os momentos, por não brincar o suficiente, por sentir que poderia estar mais perto.
O capítulo não nasce da culpa, mas da consciência e da sensibilidade. Parte do reconhecimento de que amar também é, muitas vezes, tentar equilibrar mundos enquanto o tempo segue correndo. Em meio às demandas da vida adulta, Amanda propõe uma pergunta delicada e necessária: o que estamos deixando de viver enquanto buscamos dar conta de tudo?
Ao abrir “Eu Acredito no Brincar” por esse olhar pessoal e humano, a autora amplia o significado do brincar para além da infância. O brincar aparece como presença, vínculo, memória e construção emocional, tanto para os filhos quanto para quem vive o desafio de criá-los.
A obra reúne educadores, pesquisadores e profissionais que defendem a importância das experiências lúdicas no desenvolvimento integral das crianças e reforça uma ideia simples, mas transformadora: crescer com afeto, tempo compartilhado e liberdade para brincar continua sendo uma das bases mais importantes da formação humana.
Mais do que inaugurar um livro, Amanda Silveira inaugura uma conversa, especialmente com mães e pais que seguem tentando conciliar sonhos, trabalho e o desejo sincero de não perder os pequenos instantes que fazem a infância existir.










