A psicóloga clínica Roseli Barbosa Pessanha, com cinco anos de atuação profissional, carrega em sua trajetória experiências que transformaram profundamente não apenas sua vida pessoal, mas também sua forma de compreender o ser humano e o cuidado com o outro.
Ao longo de sua caminhada, muitos desafios surgiram. No entanto, o maior deles aconteceu no dia 21 de fevereiro de 2025, quando sua única filha, Júlia, aos 18 anos, sofreu um AVC.
Júlia estava no trabalho, onde atuava como estagiária havia alguns meses. Ao mesmo tempo, cursava Técnico de Enfermagem e construía seus sonhos, dando os primeiros passos em sua trajetória profissional na área da saúde. Era uma jovem de apenas 18 anos, com projetos, expectativas e toda uma vida pela frente.
Após o AVC, Júlia permaneceu internada durante três meses e doze dias, enfrentando um longo período de hospitalização, incluindo passagens pela UTI e a necessidade de intubação. Como consequência, teve sua coordenação motora comprometida e perdeu a capacidade de andar.
Diante daquela realidade, Roseli precisou interromper seus atendimentos profissionais para se dedicar integralmente aos cuidados da filha durante todo o período de internação.
No dia 2 de junho de 2025, às 23h50, Júlia faleceu, aos 18 anos.
Essa experiência se tornou o momento mais difícil da vida de Roseli e continua marcando profundamente sua história. Desde então, ela ainda não retomou seus atendimentos.
Mesmo em meio a uma dor tão profunda, essa vivência ampliou sua compreensão sobre a fragilidade da vida, as perdas e o luto. Sua especialização em Tanatologia, Perdas e Luto ganhou uma dimensão ainda mais humana e profunda.
Roseli passou a compreender, de maneira ainda mais concreta, que as perdas não se limitam à ausência física. Elas também podem estar presentes nas mudanças, rupturas, limitações, sonhos interrompidos e em tantas outras experiências que transformam profundamente a vida de uma pessoa.
Como psicóloga e especialista na área, ela reconhece que existem dores que não podem ser compreendidas apenas a partir da teoria. Elas exigem presença, sensibilidade, conhecimento técnico e, acima de tudo, humanidade.
Essa experiência contribuiu para seu crescimento pessoal e profissional, tornando-a ainda mais consciente da grande responsabilidade que existe em cuidar da história e da dor de outra pessoa.
Hoje, Roseli compreende que acolher alguém em sofrimento exige mais do que conhecimento: exige escuta sem julgamentos, respeito ao tempo de cada pessoa e o reconhecimento da singularidade de cada experiência.
Seu maior desafio ainda faz parte de sua história. Mas, em meio à dor e ao processo de reconstrução, também trouxe novos significados para a profissional que ela é e para aquela que, aos poucos, está se reconstruindo para ser.
Roseli Barbosa Pessanha
Psicóloga Clínica | 5 anos de atuação
@Psi_roselibarbosa
(22) 99218-3277








