Kelly Cristina Palhares: empatia, escuta e coragem no centro da prática psicológica

 

A psicóloga Kelly Cristina Palhares encontrou sua missão de vida muito antes de entrar na faculdade. A motivação veio de dentro de casa: “Minha principal motivação para escolher a Psicologia como missão de vida foi o fato de ter uma irmã portadora de autismo não verbal (nível 3). Ver o quanto eu poderia ajudá-la, caso compreendesse o mundo dela, foi o que me impulsionou.”

Com esse propósito, Kelly transformou a sensibilidade em ferramenta de acolhimento. “Gosto de ajudar as pessoas, ofertando reflexões e pensamentos que as façam ter uma nova perspectiva sobre os problemas que enfrentam.” Para ela, a saúde mental é a base para uma vida equilibrada e com qualidade. “Mais do que nunca, as pessoas estão começando a entender que cuidar das emoções é tão essencial quanto cuidar do corpo. A saúde mental não é luxo — é necessidade. E buscar apoio psicológico é um ato de coragem e autocuidado.”

Mesmo com o avanço da consciência coletiva, Kelly observa desafios significativos em sua área. “Muitas vezes as pessoas acreditam que não terão resultados ‘práticos’ com a Psicologia, por verem a consulta como uma simples ‘conversa’. Mas é nesse espaço que ocorrem entendimentos profundos, definição de estratégias e planejamento para soluções reais.”

Ao longo da carreira, algumas histórias marcaram profundamente sua trajetória, como o caso de uma paciente com transtorno de personalidade borderline. “Ela chegou à clínica acompanhada da mãe, em crise, dizendo que ‘iria se matar’. Após o atendimento de emergência e uma longa conversa, ela me disse: ‘Sou muito grata por todo trabalho que desenvolvemos em nossas consultas. O resultado tem sido minha única motivação para continuar a viver.’ Aquilo me tocou profundamente e reforçou o peso e a responsabilidade do nosso trabalho.”

Sobre tabus, Kelly enxerga uma mudança em curso: “Por muito tempo acreditou-se que psicólogo era ‘coisa de maluco’. Felizmente, esse paradigma está enfraquecendo. A procura aumentou, especialmente por conta de pressões do trabalho, crises pessoais e depressão. Mas ainda existe resistência.”

Para ela, um marco significativo nessa mudança de comportamento foi a pandemia de 2020. “As pessoas ficaram sem saber em quem acreditar ou como agir. Foram forçadas a permanecer em casa — o que, como profissional de saúde, considero a melhor medida naquele momento. Ao final desse período, havia uma necessidade urgente de orientação e acompanhamento para restaurar a normalidade da vida. Isso impulsionou a procura por atendimento psicológico em todas as idades.”

Mais do que uma profissão, Kelly vê a Psicologia como um espaço de segurança e reconstrução. “Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem. A terapia é um espaço seguro, sem críticas, sem pressa, com respeito à sua história e ao seu tempo. Você não precisa dar conta de tudo sozinho.”

Ver a transformação dos pacientes é, para ela, a maior recompensa. “Perceber a mudança, a evolução das pessoas em relação à sua saúde mental e saber que sim, elas foram capazes de superar suas limitações — é isso que me move.”

Contato: (22) 98159-2254
Instagram: @kellycpalharespsi
Facebook: kellycpalharespsi

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