Fala, galera! Se alguém quiser me dar de presente de aniversário uma plaquinha de estacionamento de idoso, pode mandar, eu aceito numa boa.
É assim, na esportiva e sempre com sorriso no rosto, que celebro essa idade bonita que tive a felicidade de alcançar.
Aos 60 anos, o que não me falta é gratidão. Primeiro ao Papai do Céu, meu parceiro inseparável, pela saúde e por essa disposição de moleque que Ele me deu desde sempre.
Sou grato demais aos meus pais, Seu Edevair e Dona Manuela. Foi com eles que aprendi a enfrentar os mais fortes, a nunca baixar a cabeça e a ir sempre pra cima. Meu pai me carregou para jogos infantis e juvenis até o dia em que assinei meu primeiro contrato com o Vasco, em 1985.
De origem humilde e rotina pesada, meus pais transformaram o sonho do filho em profissão. Minha mãe lavou muita roupa pra sustentar nossa família ao lado dos meus irmãos Zoraidi e Ronaldo. Família foi o primeiro time campeão que eu conheci, lá na Vila da Penha. Inesquecível.
Vieram os gols, a artilharia, a moral lá em cima. O futebol me levou ao PSV, na Holanda, depois ao Barcelona. Foram cinco temporadas na Europa, sempre dando trabalho pros goleiros. Em janeiro de 1995, aquela volta triunfal ao Flamengo que o Rio inteiro lembra até hoje.
Sessenta anos… Ganhei a Copa do Mundo de 94, fui eleito o melhor do mundo e sou eternamente grato a cada técnico e companheiro que correu comigo. Ninguém chega ao topo sozinho.
Dizem que sou festeiro — e sou mesmo! Mas nunca deixei de reservar tempo para meus filhos: Moniquinha, Romarinho, Dadá, Rafa, Bellinha e Ivy. Meu maior patrimônio, agora ainda mais completo com Davi, Maria Eduarda e Sofia, meus netinhos, pra quem tenho histórias reais e fantásticas pra contar.
Fora do campo, também marquei um gol de placa: fui o primeiro negro nascido em favela a me eleger Senador da República, com 4,6 milhões de votos — um recorde na história do nosso Rio. No Parlamento, minha luta é pelas pessoas com deficiência e com doenças raras. Um trabalho permanente que me enche de orgulho.
E fiquem ligados: o Baixinho não para! Com a Copa do Mundo chegando e o Mundial Feminino no Brasil em 2027, a RomárioTV vem aí com uma programação imperdível, do jeito que o povo merece. Aguardem!
Dentro de campo, o plano é claro: voltar a jogar uma partida oficial pelo meu Mecão, ao lado do meu filho Romarinho. Um sonho antigo e uma homenagem ao meu pai, Seu Edevair. O America vai em busca da subida no estadual e, quem sabe, do acesso à Série C do nacional. Motivação não vai faltar.
Minha trajetória só foi possível porque, no futebol, tive o apoio da torcida, e na política, a confiança do povo. Obrigado a todos!
E ó… rumo aos 70, 80, 90 e até os 111 anos.
Porque, por enquanto… só foi o aquecimento!





